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4 dia : O La Moneda

O dia tinha sido muito bom, nada muito cansativo e no ritmo normal como deve ser. Norma externa o desejo de comer algo diferente, então fui nas nossas revistas, que havia xerocado em uma apostila e achei o Restaurante La Moneda, que fica na rua Moneda, lá pelas bandas do cais.
Elba lembrou que o cais havia sido revitalizado e que essa era uma área cheia de bares, boates e muita animação. Reservamos o La Moneda para às 10:30 e decidimos ir caminhando até as docas restauradas e depois voltaríamos para nosso restaurante.

A ida de metrô, pois já temos total controle da situação e era ainda cedo. Chegamos no La Moneda, realmente é um restaurante tipo o Matita Perê, de Recife. Não é ambiente para turista, é local de gente de bom gosto e “cabeça”, que está atrás de uma boa comida cercada de gente agradável.

Confirmado o local, fomos caminhando para as docas. Caminhando, caminhando, caminhando... e tome ruas esquisitas e feias, sem ninguém por elas. Nem táxi passava. Eu pensei logo: pronto o dia tinha sido tão bom, e logo agora essa roubada para estragar tudo. O frio, as ruas e nada de chegar em um local que indicasse animação. Ah! Um cara estacionou o carro, vamos lá perguntar a ele. O gajo disse – Estão pertos, mais uns 400 metros e chegam lá, ok, se é assim, vamos em frente. Passaram-se os 400, 600 e 800 metros e nada. Aquele português filho da puta está se vingando da gente pelas piadas que contamos deles no Brasil. A sorte foi que mais adiante havia uma recepcionista de uma boate e, quando perguntei ela disse que teríamos que andar por mais ainda uns 2 quilômetros.

Jogamos a toalha e demos meia volta, na tentativa de salvar a noite.

Chegando ao restaurante, um outro inconveniente que foi resolvido de forma extremamente gentil. Tinha havido uma vernissage de uma artista plástica russa e a galera que foi para a exposição decidira esticar um pouco mais, portanto, nossa mesa estava ainda ocupada. A dona, que é também atendente e bar women, nos ofereceu um coquetel para esperamos. Foi muito bom, era uma espécie de ponche com vinho branco. Gostoso que só.
Ficamos ali curtindo o ambiente por uns vinte minutos até que o cheff Leonardo, e dono do restaurante veio até nós, e cheio de desculpas nos atendeu de forma privilegiada. Resultado: foi nossa melhor noite em Portugal. Depois o cheff vem até a nossa mesa e passamos a conversar boa parte da noite. Ele, muito a vontade, pegou sua dose de whisky e ficou com a gente, como se fossemos amigos de longa data.

Descobri que era chileno e que havia morado na Finlândia e em Moçambique. Sua mãe era do partido comunista chileno quando derrubaram Allende. Seu pai era engenheiro e ficou dois anos na cadeia, até que solto, conseguiu asilo na embaixada da Finlândia. A mãe, uma idealista, trabalha até hoje em Moçambique em uma ONG. Narrei-lhe a minha viagem ao Chile, poucos anos depois do golpe militar, o que acendeu ainda mais sua curiosidade em aprofundar o papo.

Destaquei para ela importância do Governo Allende para a grande maioria de intelectuais e ativistas políticos brasileiros, os quais depois do Golpe Militar de 64 e do AI-5 em 68, foram acolhidos pelo Chile. Dentre eles, os ilustres Fernando Henrique Cardoso, José Serra e outros.


Era esse seu segundo restaurante e ela contou de forma engraçada como chegou ao nome. Reunidos com o irmão, que é seu sócio, e a esposa foram fazer um brainstrom para se achar o melhor nome. Só depois de muito trabalho foi que caiu a ficha: a Rua Moneda, assim mesmo em espanhol, era o mesmo nome do Palácio do Governo do Chile -La Moneda -, onde Allende foi metralhando. E aí ficou La Moneda. O restaurante leva um nome que é um significante importante para a vida do dono.

Voltamos de Táxi, felizes da vida por termos acertado uma programação fora do roteiro turístico, preço justo e tudo agradável.

Leonardo, pelo tratamento gentil e informal, nos deixara encantados.


Estávamos tão realizados que nem a notícia de que o elevador do hotel estava quebrado, nos incomodou. Subimos os cinco andares lépidos e fagueiros.

Para amanhã, nosso último dia antes de embarcarmos para Barcelona, estava reservado para a viagem até Sintra.
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