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Belém (continuação...)
Agüentei o tranco e fomos em frente, sem entretanto deixar de presenciar a derrocada de uma das integrantes do grupo. Norma decidira ficar descansando no gramado, há poucos metros da Torre. Desmaiou de cansada e caiu no sono.
Fotos da Torre aqui >>>>
Pronto. Torre visitada, ânimo redobrado, partida célere em direção aos Pastéis de Belém. No meio do caminho encontramos um Pingo Doce, mercado onde sabíamos que era o local para comprar vinho, pão e queijo para nosso lanche... Calma, o lanche é para quando chegássemos em Lisboa. Arra! Estavas pensando que era pra comer agora?!!!
Comprou-se amendoim, que é sabidamente conhecido como uma substância nutritiva e passadora de fome. Foi saindo do bompreço deles lá, e fui logo rasgando o pacote de amendoim, enchi a mão e meti na boca. O bicho era misturado com pimenta, ruim de doer, mas foi o que salvou a barra.
Os famosos pasteis
Tinha umas mil e quinhentas ( que é conta de mentiroso) pessoas no balcão . Todas as mesas entupidas de turistas. Ou seja, se achasse um espaço disputado à tapa no balcão você era um felizardo. Achei! Pronto fiz uma âncora com o meu braço e lá fiquei fincado no balcão esperando a decisão do conselho monetário. Me passaram o dinheiro, comprei os pastéis e água para todos.
Lá no balcão mesmo, peguei os meus pastéis e emocionado e comecei a comer os bichinhos tentando fazer eles renderem. Ali pensei: só faltava um vizinho de balcão bater no meu cotovelo o pastel emburacar goela a dentro como se fosse uma ostra.
Na volta, para não fugir do ritmo, outra furada. O ônibus que nos levaria de volta a Lisboa, o 15, não chegava nem a pau. A gente em pé ali esperando, já triste e abandonado de cansado, era quase seis horas da noite. Elba disse que se sentia como um torcedor lascado do Santa depois do fim do jogo.
Foram uns quarenta minutos de espera e aí decidimos pegar um outro ônibus que nos deixaria em uma estação de metrô e de lá pegaríamos o metrô e estaríamos em casa.
Foi o que fizemos.
Quando chegamos a Praça do Rossio a sensação de estar perto de casa já nos conforta. Além do mais é tudo muito alegre, grupos de diversas partes do mundo se apresentando nas calçadas, os bares e cafés cheios e aquele barulho de conversa animada tomando conta do ambiente.
Parei para assistir a um show do índios , que a princípio pensei serem norte-americanos. Tinha uma fogueira artificial no meio uma música bonita e a dança deles em torno da fogueira.
Comecei a filmar e aí um português embriagado começou a dançar atrapalhando o show deles. Foi uma onda, quase sai tapa.
Vejam o filme aqui >>>
A noite
No hotel, após o banho e o famoso lanche: vinho, pão (excelente!) e queijo de todas as formas e gostos e tendo descansado até as 21:30, estávamos prontos para ir à casa de fado. Decidimos pela Adega do Machado, uma casa que fica no Bairro Alto.
Para chegarmos a esta decisão foram alguns minutos de consulta aos livros, discussões sobre os prós e contras. Muitos minutos de explicação na recepção do hotel de como chegarmos lá, etc. Decididamente abriríamos mão do Alfama, pois já estivéramos lá ontem. Partiríamos portanto para conhecer o Bairro Alto.
Andamos um pouco até pegarmos os dois táxis – ah! hoje seria de táxi-, Antônio Carlos, Fabiana e Norma em um táxi e eu e Elba em outro. Quando o táxi deles dá a partida, em menos de um minuto, começa a mudar a direção. Paramos para entender o que se passava. O motorista em poucos minutos desfez tudo que havíamos combinado no hotel.
Convenceu o outro grupo a ir para uma outra casa que ficava no Alfama.
Fotos de Tonho da noite em Alfama, clique na imagem abaixo:
Há uma prática que percebi entre o motorista e o restaurante , cada turista que ele leva deve ganhar alguma grana, pois este fez questão de nos deixar na porta do Del Rey, a casa de fado onde passaríamos a noite bebendo vinho e ouvindo um bom fado.
Fomos atendidos pela mesma japonesa que nos recepcionara ontem. Muito ativa e ágil nos conduziu para uma mesa onde poder-se-ia curtir a música.
Mas, para combinar com o dia as coisas não eram bem assim. Primeiro o grupo ao sentar na mesa já estava com 100 euros gastos. Eram 10 pelo show e mais de 10 de consumo obrigatório. Uma exploração arretada.
O de lascar era que vinha um cantor, cantava três músicas e depois iam lá se sentar. Após uma hora, onde obviamente eles esperavam que você consumisse, vinha outro cantor, mais duas ou três músicas e pronto. Foi assim a noite toda.
Decidimos que só consumiríamos os 50 a que fôramos obrigados a gastar. Pedimos uma sopa para cada e um vinho da casa.
Era visível a irritação da japonesa. Elba derramou vinho na toalha , e ela veio limpar dando rabissacas. Norma fez um comentário sobre a sopa de caldo verde – A minha empregada faz uma bem melhor! E pediu-se para esquentar as sopas que estavam geladas.
Bem, era fado e era em Lisboa. Tínhamos que relaxar e curtir.
Veja filme da 1 casa de fado aqui >>>
Veja filme da 2 casa de fado aqui >>>
Veja filme da 3 casa de fado aqui >>>
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